sábado, 29 de novembro de 2014

Folhas soltas



Sentado no banco de madeira
o tempo a aguardar o desenrolar da vida
a queda das folhas e o badalar
dos sinos, que o envie para casa

a imaginar as linhas aleatórias
pendem das caudas das folhas que caem
parece que experimentam esferográficas
em folhas de papel quedas de sentido

porque estão tão vazias as folhas
as ideias e os ideais
dos homens e dos demais
os que me querem furtar o tempo

e as folhas que caem
e as que permanecem por escrever
sem tempo, sem folhas
sentado num banco de madeira
a aguardar o desenrolar da vida
ou outra coisa qualquer
mais simples que viver ou esperar
mais simples que cair
como uma simples folha em branco
que sem destino
se prostitui ao vento
a mim que a espero, me cria algum desalento


E.M.Valmonte

1 comentário:

  1. As folhas caem sempre nas mãos daqueles que as esperam.

    ResponderEliminar